sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Khaoê Espíndola

Lutadores de kung fu, karatê, jiu jitsu e outras modalidades estão se encontrando com mais frequência nos combates graças ao MMA, que é um mistura de artes marciais. Além de atrair novos atletas no estado, o esporte é visto como uma terapia antiestressante.

Fernando Ferreira está entre os novos adeptos do MMA em Campo Grande. Lutador de jiu-jitsu, está invicto a doze lutas. Trocou as aulas de teatro pelo octógono, e acabou ganhando o apelido de 'bailarino'.

- Quando eu era mais novo, fiz teatro, e teve uma peça de dança onde tive que fazer balé. Aí a galera descobriu e o apelido ficou até hoje – conta o atleta.

Nas academias, é cada vez maior o número de pessoas interessadas em praticar o esporte. Atualmente, pelo menos 50 atletas praticam o MMA no estado. O atleta pode aplicar as técnicas de várias modalidades, desde o boxe até o muay thai.

- Tem que ter disciplina e muita força de vontade, porque não é um esporte fácil. Quanto mais o atleta dominar várias lutas, melhor - diz o instrutor Emerson Nunes.

No MMA, as regras são rígidas. Tudo para preservar a integridade física dos atletas, cada vez mais técnicos e bem preparados. O atleta Khaoê Espíndola Miranda, de 21 anos, diz que pretende seguir carreira no esporte.

- Espero chegar longe, representar Mato Grosso do Sul e quem sabe me destacar no cenário nacional e sair do país para competir. Eu era um guri problemático, e o esporte me ajudou a ter mais responsabilidade - afirma.

Além da profissionalização do MMA, o sucesso de lutadores brasileiros no exterior também contribui para aumentar o número de praticantes. É o caso de Anderson Silva. O campeão dos pesos médios é tema de um documentário em cartaz nos cinemas de todo o país. O filme relata a vitoriosa trajetória do ídolo nos ringues.

As artes marciais mistas também estão na novela Fina Estampa, O ator Dudu Azevedo interpreta o papel de um lutador campeão que enfrentou problemas de saúde, e que agora tenta se recuperar para voltar a ganhar títulos.

- Queremos mostrar que o esporte não é violento e que tem organização, médicos e preparadores físicos. A violência está fora do ringue, lá dentro é só o esporte - explica o atleta e dono de academia Carlos André Marinho.

Para este ano, estão programados quatro campeonatos de MMA em Mato Grosso do Sul, em abril e maio.

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